Cultivos Caseiros de Maconha no Rio de Janeiro: saberes, legalidades e moralidades em composição.

Marcos Verissimo (UFF, Rio de Janeiro, Brasil)

O objetivo desta apresentação é colocar sob descrição a atuação de grupos de pessoas que, ao mesmo tempo em que praticam uma atividade considerada ilegal, se articulam politicamente, mobilizando saberes e moralidades, no sentido de retirar esta prática da ilegalidade. Refiro-me a cultivadores caseiros de Cannabis sativa L. (maconha), – planta cujo cultivo é proibido segundo as leis vigentes no Brasil – sujeitos que se autodefinem como “ativistas pela legalização da maconha”. A interlocução com estes atores remonta à época de minha pesquisa de doutorado (2010-2013), que resultou em um estudo comparativo entre as redes de cultivadores e ativistas no Rio de Janeiro e em Buenos Aires. Nos estudos de pós-doutorado, tive a oportunidade de aprofundar as interlocuções no Rio de Janeiro. Como se articulam, em eventos com ou sem fins lucrativos que promovem pela cidade? Como atualizam formas já tornadas tradicionais de ativismo, a exemplo das marchas da maconha? Como formam novas frentes de atuação no bojo do recente reconhecimento médico da utilidade desta planta como remédio? Como realizam tais composições entre saberes, lei e moral?

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