Ilegalismos em movimento: conexões parciais entre gestão penitenciária e políticas prisioneiras

Karina Biondi (PPGAS-UFSCar, São Paulo, Brasil)

O Primeiro Comando da Capital, coletividade originada no interior das prisões no início da década de 1990, hoje está presente na maioria das prisões e das áreas urbanas de São Paulo (Brasil). Em pesquisa anterior, o abordei como um “movimento” cujas principais características são: (1) não possui início ou fim definidos, (2) não obedece a restrições territoriais, (3) é composto por inúmeros movimentos e (4) não restringe o que pode com ele se movimentar. A partir dessa perspectiva, iniciei uma nova fase da pesquisa, agora no interior das prisões, atenta para tudo o que pode compor o PCC. Isso permitiu enxergar como ele também deriva do exercício da Justiça, das operações da segurança pública, da legislação vigente, das políticas estatais. Essa abordagem possibilita descrever de que maneira os presos transformam as ações administrativas e políticas penitenciárias em movimento, bem como a forma como esses movimentos incitam a gestão das prisões. Parte-se, assim, de um ponto não mais fundado em uma separação (nunca efetivada) entre dentro e fora da prisão. Não se trata mais de se perguntar sobre as relações entre atores, mas de etnografar as conexões que se realizam sempre parcialmente.

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    • Estimado Gustavo: el simposio será transmitido en vivo por la pagina del evento. Estaremos enviando el link para poder acceder a la transmisión. Por otra parte, una vez terminado el Simposio publicaremos las versiones completas de las presentaciones. Cordialmente. El equipo organizador.

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